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domingo, 10 de junho de 2012

Caminhada da fé

Grupo de 50 pessoas caminha até Bom Repouso

Sibele Cristina - Tocos do Moji

Uma promessa que já se estendeu por quatro anos e que a cada tempo que passa se torna mais forte. Um grupo de cinquenta fiéis de Tocos do Moji segue a pé até a imagem de 20m, de Nossa Senhora das Graças na cidade de Bom Repouso.

São 19 km de caminhada, que acontece todo ano nessa mesma data, feriado de Corpus Christi. Com cajado nas mãos e muita fé, crianças, jovens, adultos e pessoas da terceira idade, saem de Tocos do Moji às 6h da manhã, rezando terços, e chegam aos pés da santa, por volta de 10h30.

O organizador Vicente Evangelista da Cruz, diz que fez a promessa há quatro anos. Ele conta que quando criança ia muito a pé para a cidade de Aparecida do Norte, por isso reuniu um grupo de pessoas para dar continuidade à caminhada da fé, “quando decidi que iria, comentei com umas três pessoas, hoje somos ao todo cinquenta”, diz sorrindo.

O adolescente Vitor Alves de Mira participou de todas as caminhadas. De acordo com ele, é um momento cansativo mais que vale muito a pena, “a gente reza bastante e também conversamos muito até chegar, durante o trajeto, dou muita risada, é divertido, quando chego em casa me sinto cansado, só que mais leve de espírito”, afirma.

Depois de sofrer um grave acidente no ano de 2009, Márcia de Fátima Alves, de trinta e cinco anos, viu uma oportunidade em agradecer. Este foi o primeiro ano que participou, mas ela garante que será o primeiro de muitos, “além de ser uma caminhada de fé, enquanto caminhamos, podemos pensar uma pouco na vida é uma oportunidade também de lazer, de sair do stress”, diz.

Algumas pessoas não resistem ao cansaço ou ao sol forte, como o caso de Bianca Cristina da Silva, de quarenta e sete anos, ela conta que quando estavam na metade do trajeto, começou a sentir mal.
Os amigos lhe deram água e a colocaram na sombra de uma árvore, “eu comecei a me sentir fraca e com tontura, aí avisei minha cunhada que estava comigo, mas depois o pessoal me ajudou, e minuto depois pôde seguir o trajeto”.

Ao chegarem a Bom Repouso, o grupo sente-se aliviado, ao ver de longe a imagem de Nossa Senhora das Graças, uma sensação de missão cumprida. Admiram a imagem e na igreja rezando, cerca de duas horas, agradecendo.

Depois de um bom almoço em um dos restaurantes da cidade, eles podem retornar a Tocos do Moji, a Prefeitura Municipal disponibiliza um ônibus para que as pessoas possam voltar mais tranquilas e com a fé renovada.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Presídio orgânico

 Presidiários recebem treinamentos e cultivam mais de 850m² de horta orgânica
Elaine Romão - Itajubá
            
Produção de alimentos sem agrotóxicos, cuidados com a preservação do meio ambiente e uso de métodos naturais no plantio é o que 13 detentos do presídio de Itajubá aprendem desde a última quarta-feira. Eles integram o curso Teórico e Prático de Agricultura Orgânica do município e aplicam as técnicas aprendidas na horta comunitária da unidade.

A parte teórica do curso é ministrada pelo engenheiro agrônomo Luiz Gonzaga Carneiro na Casa do Produtor, terá carga horária de 40 horas, Já a parte prática é feita nas instalações do presídio. Mais de 850m² de terreno plantado com sistema de irrigação por aspersão e 61 canteiros são totalmente mantidos pelos presidiários.

O diretor de ressocialização do presídio, Leandro Palma, explica que desde a implantação da unidade em 2009, havia a ideia do projeto. “Desde 2009, quando vimos um espaço ocioso na unidade idealizamos um projeto, que beneficiaria os reeducandos e também instituições filantrópicas”.

Segundo Palma, parte da produção de hortaliças e legumes é destinada a cozinha interna da unidade, e que outra é doada para instituições filantrópicas da cidade, como creches e asilos. Os detentos participantes da iniciativa têm um dia da pena reduzido a cada três de trabalho de acordo com o artigo 126 da Lei de Execução Penal.

Para o preso Donizete Ribeiro da Silva de 43 anos, condenado por homicídio, o programa é uma chance de reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento de sua pena. “O projeto enriquece nossos conhecimentos além de propiciar no futuro uma profissão”.

Silva conta ainda desconhecer o uso da agroecologia na região. “Nosso trabalho além de novo é muito importante para o meio ambiente e gostoso de fazer, sabemos que o que plantamos aqui é muito saudável”.

Palma ressalta que além da importância ambiental a reinserção social é o maior benefício oferecido. “Vislumbramos a importância do projeto para a reinserção social, além de proporcionar o aperfeiçoamento na profissão de lavradores”, concluí.

Tombamento em reforma

Reforma no interior do prédio do Grande Hotel divide opinião de especialistas
 Adélia Oliveira - Itajubá

O prédio do Grande Hotel construído em 1890, bem imóvel tombado pelo CODPHAI (Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico e Artístico de Itajubá), vem sofrendo reformas em seu interior para a inauguração de um restaurante, o que está causando grande tumulto com relação à liberação das obras.

Segundo Cássia Almeida, antiga diretora de Turismo do município, na última reunião ordinária do Conselho de Turismo em que participou no dia 27 de fevereiro, do ano corrente, o Conselho tomou conhecimento que o edifício do Grande Hotel estava sendo reformado com modificações no seu interior que incluíam a remoção de paredes e pilastras que sustentavam o prédio.

O Conselho já sabia de uma obra de troca de reboco da área externa que vinha sendo realizada em caráter emergencial, porém sem acompanhamento técnico comprovado.

Cássia ressalta que “embora o tombamento histórico contemple apenas a fachada do prédio, área externa, cabe ao CODPHAI zelar pelo patrimônio como um todo e, se necessário, levar ao conhecimento da Promotoria Pública ações irregulares que tragam riscos ao patrimônio.”

A partir deste comunicado, Cássia garante ter sugerido que constasse em ata que o Conselho deliberasse para que o Poder Público Municipal, em caráter de urgência, fizesse uma avaliação detalhada das reformas e emitisse um parecer técnico para o CODPHAI. Segundo ela, isso não aconteceu.

Nesse parecer deveria estar incluído um detalhamento das obras interna e externa, bem como comprovantes de projeto de reforma e de acompanhamento técnico assinado pelo arquiteto responsável.

Em contrapartida, Fábia Izidoro, secretária municipal de Cultura e Turismo, garante que o CODPHAI teve conhecimento do restauro externo do prédio, pois o mesmo é
tombado pelo Conselho, mas que a reforma interna não é da alçada da secretaria, uma vez que toda e qualquer obra realizada tem a fiscalização da Secretaria de
Planejamento.

“O problema do beiral do prédio, que estava caindo e oferecendo riscos à população, foi discutido nas reuniões do Conselho, junto com o proprietário do prédio, que entrou em contato com uma arquiteta que elaborou um pequeno projeto para execução da obra, para seu restauro e preservação”, afirma Fábia.

A Secretaria de Planejamento e a CODPHAI foram procurados, mas não houve retorno até o fechamento da edição.

O engenheiro civil Rafael Tavares garante que independente da reforma, toda e qualquer obra deve ser projetada e acompanhada por um profissional competente, evitando assim riscos à população, aos trabalhadores e ao prédio.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Hora do lixo

Dagmar Almeida, à espera do caminhão de lixo, no bairro Santa Cecília

José Eymard - Pouso Alegre

Moradores em Pouso Alegre convivem com a falta de informação sobre o dia e horário em que acontece o serviço da coleta seletiva e do lixo comum. Isso porque desde o início de 2012, depois de um acordo com a Prefeitura, a cooperativa de catadores ‘Recicla Alegre’, se tornou a responsável pelo trabalho de recolher o lixo reciclável, mas ainda não esta com a estrutura completa para armazenar o material.

Segundo o morador do bairro João Paulo II, Paulo Afonso de Faria, o problema foi apresentado para a administração no meio do mês de fevereiro. Enquanto aguardam a solução, sacolas com os lixos recicláveis vão se amontoando nas garagens. "É um horror, porque a cada dia, vai se juntando mais lixo e tem a preocupação com bichos e o mau cheiro".

A moradora do bairro Primavera, Ana Maria Amador Bastos foi uma das responsáveis para conscientizar os vizinhos a separaram o lixo reciclável. Ela entrou em contato com a cooperativa. "Eles dizem que em algumas semanas vão resolver o problema da coleta. É o que esperamos, porque estamos fazendo a nossa parte". 


A cooperativa já começou a passar pelo bairro Primavera em todas às segundas-feiras, mas não com o mesmo número de vezes que passava a empresa KTM, até 2011, a responsável pela coleta do lixo doméstico e seletivo que realizava a retirada duas vezes por semana.

O antigo gestor da Cooperativa ‘Recicla Alegre’, Antônio Carlos Coutinho, explicou que o lixo não esta sendo coletado em todos os bairros, porque a estrutura de coleta e armazenamento do material ainda está sendo montada. A intenção da cooperativa é chegar a 20 catadores no mínimo, o que deve acelerar a coleta. 


Hoje 10 cooperados realizam os trabalhos nos mais de 50 bairros de Pouso Alegre. O atual gestor, Gilberto Rezende, informou que nesta quarta-feira, 9 de maio, ocorrerá reunião para contratação de novos funcionários. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cidade remodelada

Obras de infraestrutura  realizadas na Avenida Vicente Simões no centro da cidade 
Sibele Cristina - Pouso Alegre

As ruas da cidade de Pouso Alegre estão sendo calçadas, asfaltadas e sinalizadas. Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, R$7 milhões, serão investidos no trabalho. A verba para realização do projeto foi recebida em 2010, o planejamento foi feito em 2011, e finalmente, este ano deram início às obras e, até o final, de 2012, devem ser concluídas.

Os bairros como Cidade Jardim, Faisqueira, Jardim América, São João, Fátima, Santo Antônio, São Geraldo, Árvore Grande, São Cristóvão, Monte Azul e Cidade Vergani, serão asfaltados, e conforme consta no Artº 219, da Lei Orgânica do Município, tem prioridade as ruas com tráfego de ônibus, em seguida, as vias de menor fluxo, e por fim, as ruas calçadas com bloquetes.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre, a Secretaria de Obras, decidiu usar bloquetes ao invés de asfalto no bairro São Geraldo, pois garantem maior durabilidade nesses locais que sempre necessitam de manutenção.

Está incluída no projeto que é responsabilidade das secretarias de Obras e Planejamento, a pintura das guias que foram contempladas com o novo asfalto, como faixa de pedestres, locais onde são proibidos estacionamentos, entre outros.

Claudemir Mariano da Silva é motorista de ônibus, ele disse que essa reforma demorou a acontecer. As ruas estavam cheias de buraco o que dificulta muito o seu trabalho, “as pinturas nos ajudou muito, pois, em alguns lugares, as faixas de pedestres e outras sinalizações estavam totalmente apagadas, era quase impossível dirigir assim”, afirma.

A aposentada, dona Margarete Maria Gouveia, mora no bairro Nova Pouso Alegre. Ela diz estar muito feliz com o projeto e afirma que a cidade realmente precisava de uma reforma, “a cidade está mais bonita, acredito que essa reforma possa ajudar as pessoas a dirigir com mais consciência evitando assim possíveis acidentes”, conclui.

sábado, 21 de abril de 2012

20Kg de caramujo africano são retirados do bairro Santa Edwiges



Vigilância Sanitária de Cambuí recolhe caramujos africanos em terrenos baldio


Gorete Marques - Cambuí

A Vigilância Sanitária recolheu oito sacos de caramujo africano em dois lotes que fazem divisa no Bairro Santa Edwiges em Cambuí. A equipe chegou ao local depois da denúncia de uma moradora. Trata-se de um molusco exótico, ou seja, que não é originário da Mata Atlântica. A espécie é hospedeira do parasita Angiostrongylus Costaricensis, um verme causador de duas doenças, a Angiostrongilíase Abdominal e a Meningite. 

A angiostrongíliase abdominal provoca a perfuração do intestino, causando hemorragias e pode levar a morte.  Os sintomas são parecidos com apendicite, o que dificulta o diagnóstico. Um estudo realizado pela PUC, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, comprovou a relação entre a doença e o contato como o caramujo africano.

O estudo ainda mostra que o parasita Angiostrongylus Costaricensis pode provocar meningite. Embora o risco de morte seja menor, a doença pode causar feridas oculares e levar à cegueira.  Os principais sintomas são febre alta; dor de cabeça intensa e contínua; vômitos; náuseas; rigidez dos músculos da nuca, ombros e das costas e falta de apetite. Podem surgir manchas vermelhas na pele. Em crianças menores de um ano, os sintomas mais comuns são moleira tensa ou elevada, irritabilidade; inquietação; choro agudo; rigidez corporal e em alguns casos convulsões.

O caramujo africano é uma espécie considerada invasora. Teria sido trazida para o país no final da década de 80, clandestinamente, visto que no IBAMA não há registros da importação do molusco. De acordo com dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), as espécies invasoras representam a segunda maior ameaça à biodiversidade em todo o planeta, só perdendo para os desmatamentos.

No Brasil há registros de casos em São Paulo, Santa Catarina, no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Segundo Alessandra da Silva Lambert, Agente Epidemiológica da Vigilância Sanitária, a quantidade encontrada nos lotes é de 20 quilos. Ela explica que esta é a segunda denúncia, feita em menos de um ano, sobre a presença do molusco na cidade. E alerta, “caso a pessoa encontre o caramujo, deve usar sal ou cal para matar ou até pisar nele com uma bota ou um sapato fechado. Não deve haver o contato com a pele”.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Calçadas de risco

Situação das calçadas é precária no bairro Faisqueira em Pouso Alegre
Wilker Cardoso - Pouso Alegre
As condições estruturais das calçadas em Pouso Alegre são pré-definidas e regulamentadas pela Lei Orgânica do Município. De acordo com o Capítulo IX artigo - 192: “o município garantirá acesso aos passeios, praças, logradouros públicos e Igrejas, mediante rebaixamento de guias e degraus e/ou construção dos mesmos”.
A manutenção dos passeios públicos também é definida desta forma pelo Plano Diretor vigente. Mas a qualidade e manutenção de algumas delas deixam a desejar e estão abandonadas pelo poder público.
Cristiane Guimarães moradora do bairro São Judas, diz que quando sai com o carrinho de bebê não consegue andar pelas calçadas, prefere andar pela beira da rua e completa “já soube de um caso que um senhor quebrou a perna porque a calçada estava cheia de buracos”.
O motorista Expedito Gonçalves diz que é grande o risco de atropelamento na rua Antonio Scodeller no bairro Faisqueira, uma das mais movimentadas na hora de pico “como não tem calçada as pessoas andam na rua e com as bicicletas fica ainda mais difícil de passar e o risco de acidente aumenta”
As calçadas de muitos bairros por falta de manutenção já perderam a acessibilidade e mal da para passar os pedestres, segundo a moradora Eliane Pereira do bairro Árvore Grande.
Numa das ruas do bairro Faisqueira um grupo de moradores compram os matérias e pavimentaram a rua e a calçada afirma a moradora Cristina Hernandes. “Nas ruas do bairro se pode ver que não tem um concreto da prefeitura há muito tempo”.
A situação pode melhorar segunda Eliane “com as eleições se aproximado vi uns vereadores aqui falando, mas ninguém sabe né, o que vai acontecer”. No bairro em tempo de chuva, a situação piora, as pedras que os moradores colocam para melhorar as calçadas são levadas pela água da chuva e os buracos sempre voltam, completa a moradora.
A Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre foi procurada três vezes, mas não retornou o contato.