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terça-feira, 5 de junho de 2012

Casa própria

As novas exigências da Caixa visam garantir qualidade do imóvel no financiamento

Adélia Oliveira - Itajubá

A Caixa Econômica Federal passará a exigir, a partir do meio do ano de 2012, no financiamento com FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de imóvel novo e para quem vai construir a própria casa, além dos documentos pessoais da família, os que são habituais para qualquer financiamento, uma análise de dados da situação da obra, que deverá ser feita pelo engenheiro responsável pela construção.

Na análise, chamada de memorial descritivo deverá conter dados dos trabalhadores da obra, tipo e qualidade dos materiais utilizados e descrição da situação cadastral dos fornecedores.

Até o momento as operações de financiamento podiam beneficiar obras de construtoras sem cadastro na Caixa e com irregularidades, mas com as novas regras isso mudará.

Para quem vai construir, será necessário que exista a comprovação de recolhimento de um funcionário autônomo ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Edimar Márcio Ribeiro, gerente de pessoa jurídica da Caixa, alerta que “o comprador que não tiver em mãos os documentos da obra, deve abandonar a compra e procurar um outro imóvel, pois não conseguirá efetuar a compra.”

O corretor de imóveis, Paulo César dos Santos explica que essa exigência é de suma importância, pois garante a qualidade do imóvel, de forma a evitar problemas futuros.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Inverno aquecido


Aumento de produção aquece economia
Sibele Cristina – Borda da Mata


A cidade de Borda da Mata, famosa pelas fábricas de pijamas, que movimentam a cidade desde os anos 60, esperam um aumento de 20% nas vendas deste ano, devido ao frio intenso e o número de turistas que não param de crescer.

De acordo com dados da associação comercial, R$ 15 milhões de reais movimentam o comércio de pijamas na cidade, e a expectativa desse ano, é faturar ainda mais com uma produção de 250 mil peças ao mês.

Segundo Antônio Megale Brandão, proprietário de umas das lojas, e membro da associação comercial, os lucros vem crescendo, juntamente com número de fábricas no local. Hoje virou tradição da cidade, e é a segunda força econômica. Tanto, que a cidade hoje é conhecida como a Capital do Pijama.

As novas estampas e modelos diferenciados, também colaboraram com o aumento nas vendas. De acordo com Senhor Antonio, os novos maquinários, com mais tecnologia que chegam as fábricas, também contribuem para um bom resultado da produção, “no ano passado, a produção foi menor, este ano, com esse valioso aumento, não vai sobrar nada no estoque”, afirma.

Borda da Mata, conta hoje com dez fábricas e cerca de 1200 pessoas envolvidas no processo de vendas e de produção. Tecidos como Plush, Moletim, Flanela, Malha e cetim, são os mesmos usados no ano passado, que garantem conforto e beleza dos produtos, o diferencial são os modelos cada vez mais elaborados.

Com os preços de fábrica que a cidade oferece, muitas pessoas aproveitam para revender e ganhar um dinheiro extra.  Dona Margarete Santos Souza, tem a profissão de manicure, e aproveita o movimento do salão para revender os pijamas, “esse dinheiro me ajudou muito, consegui aumentar minha renda em 45%, com isso consegui mobiliar o restante da minha casa”, diz.

Algumas pessoas foram além, Marcos Aurélio da Silva, mora na cidade de Ouro fino, há quase dez anos, montou uma loja na cidade. No começo, revendia dentro de casa e d e porta em porta, hoje, a ideia de Marcos evoluiu, ele tem uma loja no centro da cidade emprega três pessoas, sendo duas delas, a esposa e a filha, “confesso que no começo tive medo, por isso investi pouco na primeira compra, hoje vou para Borda, todo mês, e hoje posso dizer que sou uma pessoa muito satisfeita, com meu próprio negócio”, afirma.

Há também pessoas que faturam fabricando os pijamas em casa. Solange Maria Rodrigues Pereira mora em Tocos do Moji, e é costureira há vinte anos, ela trabalhava em uma das fábricas de pijamas de Borda da Mata onde ficou por doze anos. Mas, há dois anos ela achou melhor continuar na profissão e na mesma fábrica, só que dessa vez em casa.

De acordo com a costureira, seguir esse ritmo não era fácil, então achou melhor comprar algumas máquinas e arriscar, “tinha que deixar marido e filhos em casa, saía seis da manhã e chegava somente às seis da tarde, agora posso costurar e cuidar de casa, e graças a Deus deu muito certo”, conclui.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Turismo de negócios

Sônia Rieira afirma que já sente os benefícios do setor na região
Elaine Romão - Itajubá

O Sul de Minas é um grande pólo do turismo de negócios em Minas Gerais. Para suprir este mercado em expansão, foi anunciado, no último dia 15, à construção de 21 hotéis no interior do estado. Itajubá e Pouso Alegre que fazem parte desta rota turística serão beneficiados com o empreendimento.

O investimento total no setor será de R$ 259,5 milhões de reais, feitos pela Emcorp Empreendimentos e Incorporações SA. Ao todo serão gerados 870 empregos na construção dos hotéis, destes 520 diretos e outros 350 indiretos, em 20 cidades mineiras.

De acordo com a turismóloga e ex-secretária de turismo Cássia Almeida, o turismo de negócios movimenta a economia de todos os municípios da região. O turista desse segmento apresenta maior gasto médio em relação a outros e, normalmente, retorna mais vezes ao destino.

A interiorização do turismo de negócios é uma tendência no setor, que busca novos mercados. Além dos hotéis outros segmentos também serão beneficiados, comolocação de espaços para eventos, gráficas, transporte e o ramo alimentício.

Para dar início ao empreendimento as prefeituras precisam aprovar e cumprir o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Turismo Municipal, principal instrumento norteador das ações dentro da atividade. O Plano deve ser construído de forma participativa entre iniciativa pública e privada e abranger todas as ações e necessidades do setor a cada quatro anos.

Para Cássia, as prefeituras devem incentivar a construção e modernização de equipamentos hoteleiros com novas linhas de crédito, parcerias com bancos públicos federais e a iniciativa privada. “Identificar e apoiar projetos atrativos para a regiãoé fundamental, além disso, mobilizar a iniciativa privada é importante para estimular e captar investimentos nacionais e internacionais”.

Segundo a profissional do turismo o maior benefício é a melhoria da qualidade de vida dos habitantes. “A interiorização do turismo de negócios é um fator de excelentes perspectivas, afinal seus impactos nos municípios de menor renda, estarão contribuindo de forma decisiva para o aumento da atividade econômica.”, afirma.

A proprietária de uma agência de turismo de Itajubá, Sônia Rieira acredita que o turismo de negócios traz benefícios para todos os setores do comércio e aumenta a visibilidade da região no âmbito nacional.

Segundo a empresária sua agência já sentiu os efeitos positivos desta modalidade turística. “Itajubá, Santa Rita e Pouso Alegre são pólos tecnológicos e comerciais com empresas fortes no Brasil, a procura por negócios com estas empresas aumentou muito”.

Botequeiros de plantão

No fim de tarde, amigos se reúnem nos bares para colocar a conversa em dia
Jailson Silva - Itajubá

De bar em bar, tomando cerveja, esse é o caminho percorrido todos os dias por diversos aposentados. Tomar uma bem gelada pode sair caro para o bolso quando não existe nenhum planejamento financeiro. Para evitar que boa parte do salário fique no bar, é importante nessa hora ter controle dos gastos.


Para Paulo Marcos de Carvalho, mais conhecido como Paulinho do Cruzeiro o seu fim de tarde é em volta de uma mesa de bar. Ele revela que chega a gastar cerca de 10% da sua aposentadoria no boteco, o que equivale aproximadamente R$ 200,00 por mês. “Eu sou um botequeiro discreto, o bar pra mim é o descanso do lar".

O aposentado costuma ir ao bar todos os dias. Para não arrumar confusão com a esposa conta que, algumas vezes, ela o acompanha. Para o botequeiro a melhor coisa é ser amigo do dono do bar, isso ajuda a ter alguns privilégios. “Eu gosto de ir ao bar para curtir um momento de alegria com os amigos”.

A maioria que frequenta o local são aposentados. Sentados em volta de uma mesa aproveitam para colocar a conversa em dia. A cerveja bem gelada não pode faltar na roda de amigos. O peixe assado é o aperitivo que dá mais sabor a conversa desses botequeiros que se mostram muito animados.

Na mesma rua encontramos outro bar. O local possui uma decoração que chama a atenção de quem passa pela calçada. As paredes estão repletas de quadros com fotos de clientes. No teto diversas camisas de futebol estão penduradas e nas prateleiras estão expostas canecas, chaveiros e até uma casa de João de Barro.

Para Alemão, o local além de ser atrativo tem uma cerveja bem gelada. Ele revela que frequenta o bar desde 2006, e chega a gastar R$ 400,00 todo mês, o que representa uma despesa de 20% do seu salário. “Eu me identifico com esse lugar, por isso venho quase todos os dias aqui”.

Enquanto acompanha na TV o seu esporte favorito, o copo de cerveja é sua companhia inseparável. Alemão conta que costuma assistir aos treinos e as corridas de Fórmula-1 todos os domingos no bar. “Não troco esses momentos que vivo aqui por nenhum outros da minha vida”.

Moedas em casa

Mariane já conseguiu economizar R$800,00 em moedas

Juliana Costa - Pouso Alegre

O hábito de guardar moedas no cofrinho virou mania não só de crianças, mas também de adultos que preferem poupar de pouco em pouco, e assim, juntarem uma boa grana sem ter que se esforçar tanto. As moedas são guardadas em porquinhos, latinhas e até mesmo garrafas de refrigerante.

Mariane Tanaka Pereto, administradora de empresas guarda moedas em uma garrafa de refrigerante desde o final de 2011. Na primeira vez conseguiu poupar R$300,00 e na segunda vez R$800,00.

Muita gente não sabe mais essa mania de guardar as moedas em casa acaba dificultando o troco no comércio e gerando gastos públicos para a emissão de novas. Mauro Freitas de Lima, comerciante, sofre na hora de voltar o troco para os clientes “ Alguns fregueses  as vezes saem daqui sem moedas e levam balas”.

Algumas pessoas não gostam de levar balas e as vezes acabam até batendo boca é o caso da dona-de-casa, karina Alves dos Santos. Ela acha um absurdo não ter moeda para voltar o troco, pois quando vai comprar alguma coisa se falta a moeda o comércio não perdoa “Um dia faltou R$0,20 na minha compra e tive que trocar R$50,00”.

Suzana da Silva Custódio, manicure coleciona moedas desde pequena. A manicure nem se preocupa com a questão de faltar moeda no comércio, já conseguiu juntar muito dinheiro com essa mania de poupar e não pretende abandonar o hábito. Suzana aprendeu a guardar moedas desde os 7 anos e nunca mais parou.

A circulação das moedas no comércio é muito importante, pois além de facilitar o troco, poupa o governo de ter gastos para inserir novas no mercado.  A mania de deixar as moedas paradas em casa não é uma boa opção de rendimento, pois além de não dar lucro dificulta a vida do comércio.
Mariane já conseguiu economiza R$800,00 em moedas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pastel de milho mais caro

Na barraca do Valdomiro, o pastel já esta sendo vendido a R$1,50 
Lysa Maria - Pouso Alegre

O pastel de farinha de milho mantém a tradição em Pouso Alegre. Muitas famílias tiram o sustento com a comercialização do produto. É muito comum, em nosso dia a dia, encontrarmos barraquinhas vendendo a iguaria, no Mercado Municipal, na rodoviária e nas ruas do centro.  A partir de 2 de maio, o consumidor vai pagar R$1,50 pela unidade comercializada pelos membros da Associação.

O presidente da Associação dos Pasteleiros, Jesus José Felipe, conta que os associados se reuniram e decidiram que o aumento seria de R$0,25 devido à elevação nos preços dos ingredientes como a carne, o queijo, o óleo e da conta de luz. “Os bares e padarias aumentaram o valor dos salgados, nós temos que acompanhar o mercado para conseguimos obter lucro”. Ele ainda destaca que devem obedecer esta norma somente os membros da Associação, que tem 17 pessoas cadastradas, que vendem em torno de 4 a 5 mil pasteis ao dia. Este aumento não vai diminuir o número de vendas, conclui.

O comerciante Rogério Lopez, conta que não é membro da Associação, atua neste ramo há seis anos, na rua Adolfo Olindo , onde os pasteis são vendidos a R$1 real. “Não vou mudar o meu preço, enquanto eu conseguir vender a R$1 real, eu vou vender, pois a clientela pode diminuir”. Ele prefere deixar mais barato, e em consequência, lucrar mais. Já para o comerciante Valdomiro Ferreira da Silva que trabalha no comércio há quatro anos, em uma barraca próxima ao hospital, o aumento não faz diferença, “eu continuo vendendo do mesmo jeito”.

Fabio Henrique da Silva, que trabalha na rua comendador José Garcia, comenta que não vai aumentar o preço, vai tentar vender a R$1,25, enquanto puder. “Até as pessoas se acostumarem com o valor de R$1,50 vai demorar, e quem me conhece e sabe como eu trabalho vai continuar comprando, mais vai atrapalhar um pouco”, afirma.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vitória do meio ambiente

Em Itajubá, estabelecimentos comerciais vendem sacolas ecológicas
Elaine Romão - Itajubá

O projeto que propunha a prorrogação da lei de substituição das sacolas plásticas convencionais, pelas ecológicas até o dia 31 de dezembro de 2012 foi rejeitado pela maioria dos vereadores em votação na Câmara Municipal de Itajubá.

 A Lei nº 2861 aprovada em 23 de setembro de 2011, previa que a partir de primeiro de janeiro de 2012 os estabelecimentos comercias da cidade seriam obrigados a fazer à substituição, passível de multa as empresas que não cumprissem a determinação.

A CDL(Câmara de Dirigentes Lojistas), entrou em janeiro deste ano com pedido de prorrogação da Lei, segundo a entidade os empresários do varejo não foram orientados corretamente a respeito do tipo de sacola que poderia ser utilizada com a proibição das sacolas comuns.

Muitos estabelecimentos na cidade passaram a vender a sacola ecológica para os clientes, em valores que variam de R$1 a R$5. Para José Jorge Nunes Nomonarco lojista há 21 anos, quem sai prejudicado é o consumidor que tem que arcar com o prejuízo.

Segundo Nomonarco nenhuma notificação da prefeitura foi enviada aos empresários com regras e o valor da multa caso a lei seja descumprida. “Ficamos sabendo por intermédio dos rádios e dos jornais, não recebemos notificação de nenhum órgão responsável”.

De acordo com o empresário Marciano Passos, a lei é a única maneira da população se conscientizar e começar a pensar no meio ambiente. “Infelizmente ás pessoas só aprendem quando seu bolso é prejudicado, a lei é muito importante para toda a cidade e para o planeta”.

O vereador Robson Vaz autor da Lei nº 3815 de prorrogação do prazo, que altera dispositivos da anterior da qual também foi co-autor, diz que o Executivo e o Legislativo não promoveram uma campanha de conscientização a respeito dos benefícios ambientais gerados pela Lei.

Segundo Vaz o comércio não conseguiu substituir os sacos e sacolas plásticas por outras fabricadas com matéria prima ecologicamente correta. “Além do problema do comércio, a indústria de sacolas ainda não conseguiu acompanhar a nova  demanda para atender os consumidores”.

Passos conta ainda que para ele em breve as pessoas vão estar tão acostumadas a levar seus produtos em sacolas vindas de casa, que isso se tornará um hábito. “Toda a mudança no começo é dura, mesmo que a substituição de sacolas não seja uma grande ação ajuda, pelo menos fazemos a nossa parte”, conclui.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nome limpo

Vanda Santos acaba de regularizar o CPF

Elaine Romão - Itajubá

A pensionista Vanda Santos mostra animada um emaranhado de contas e faturas em cima da mesa de sua casa. O que para muitos é apenas papel para Vanda é a certeza de crédito e tranquilidade, ela acaba de regularizar seu CPF no Serviço de Proteção ao Crédito.

Comparado ao mesmo período do ano passado, o número de consumidores inadimplentes incluídos no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em fevereiro, sofreu uma queda de 54% na cidade de Itajubá, segundo dados da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas).

No Brasil a inadimplência registrou a segunda alta do ano, o índice ficou 0,97 % mais caro de acordo com o SPC Brasil. Em Itajubá, mesmo com o feriado de carnaval no mês de fevereiro houve a redução, no ano passado o carnaval foi em março.

Para Vanda limpar o nome era um desejo antigo. “Emprestei meu nome para um parente que não pagou, passei muita vergonha quando ia comprar nas lojas, e as atendentes falavam que não daria porque meu CPF tinha restrição”.

O designer gráfico Emílio Nilton Guimarães, ainda não conseguiu regularizar sua situação. “Comprei demais e me endividei, agora não consigo sair do atoleiro, vou casar e para mobiliar a casa, tive que comprar na conta dos outros”.

Guimarães conta ainda que pretende regularizar seu CPF ainda este ano. “Estou guardando dinheiro, para juntar com o décimo terceiro e as férias, e em dezembro limpar meu nome, ficar sem crédito é muito ruim”.

De acordo com a CDL, Itajubá obteve esses números porque houve uma ação conjunta entre lojas e as agências de proteção ao crédito. Os estabelecimentos comerciais da cidade ofereceram aos devedores parcelamento da dívida e as agências rápidas retirada do nome do sistema SPC/SERASA.

Já o setor de recuperação de crédito, que cancela o registro após o acerto das dívidas, apontou queda de 6% em relação a fevereiro de 2011. Na comparação com janeiro de 2012, houve 18% de declínio na cidade.

Segundo Vanda poder dormir com a certeza de não ser mais devedora é uma satisfação. “Agora ponho a cabeça no travesseiro e durmo tranquila, pretendo nunca mais deixar que meu nome suje de novo, quem tem nome tem tudo”, conclui.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Alta de medicamentos compromete o mínimo

Maria Helena reclama do reajuste no preço dos medicamentos
Jailson Silva - Itajubá

O governo autorizou no dia 19 o reajuste nos preços de 13.782 medicamentos. Esse aumento pode variar de 2,80 até 5,85%. O novo preço passa a ser cobrado pelas farmácias em todo país á partir dia 31.Os mais afetados com o reajuste são os idosos que recebem um salário mínimo. 

Para a aposentada de 65 anos, Maria Helena de Almeida, o reajuste no preço dos medicamentos vai pesar no seu bolso. Atualmente ela gasta R$250 todo mês com a compra de medicamentos controlados para tratamento do coração. A aposentada usa diariamente vários medicamentos dentre eles o Cloridrato de Amiodarona.

No mês ela consome quatro caixas do medicamento que custa R$ 25,90 com 20 comprimidos. Uma alternativa que a aposentada encontrou é comprar medicamentos genéricos que tem o preço mais atrativo do que os outros. O mesmo medicamento genérico com 30 comprimidos custa 24,90. Uma economia de quatro reais ao mês, além de ter 40 comprimidos a mais para o seu tratamento.

Ela ainda afirma que esse reajuste vai comprometer sua renda mensal, pois além das contas da farmácia, ela utiliza sua aposentadoria para pagar contas de água, luz e alimentação.

Segundo o farmacêutico Helder Nelson Guimarães que trabalha em uma farmácia na cidade de Itajubá os preços dos medicamentos são repassados para os clientes de acordo com uma lista oficial do governo. “Não só os clientes que ganham o mínimo reclamam do aumento".

Um dos medicamentos que terá reajuste é o omeprazol, muito utilizado para dor de estômago, que atualmente custa R$29,95 a caixa com 14 comprimidos.  Com o aumento, seu novo preço será de R$31,70. Ele revela que 70% dos seus clientes têm acima de 50 anos e utilizam medicamentos controlados para diversos tratamentos. Os mais comuns são para pressão alta e diabetes. “Na compra de medicamentos não tem como economizar”. 

Pagar o mínimo do cartão leva o consumidor ao vermelho

 Liciane Costa pagou as dívidas com o cartão de crédito à vista
Juliana Costa - Pouso Alegre

Ao mesmo passo que os cartões de crédito trazem para o consumidor agilidade, comodidade e segurança, também são acompanhados vários problemas ao seu usuário, decorrentes, principalmente, de sua mal planejada utilização.

O pior problema é que atrasando o pagamento ou pagando somente o valor mínimo da fatura de gastos o cliente acaba se enrolando em uma dívida que nem ele mesmo sabe como sair. Muitas pessoas acabam se endividando sem ter o mínimo de conhecimento de como funciona esse parcelamento.

As administradoras de cartão de crédito cobram valores altos pelo saldo devedor financiado, aplicando taxas de juros e outros encargos que fogem à realidade econômica do consumidor brasileiro, que passa a dever mais e mais a cada dia. O consumidor acaba que sufocado sem saber como fazer.

Segundo Denise de Almeida Costa, 40 anos, gerente de banco  a saída é a pessoa guardar um dinheiro, negociar a divida e pagar à vista.  Aquele que possui um cartão de crédito com limite mensal de R$ 500,00. Passado um mês recebe a fatura do cartão onde consta um débito total de R$ 450,00.

Digamos que essa pessoa tenha pagado R$ 50,00 e ficou com um saldo devedor de R$ 400,00 para pagamento posterior. Os juros cobrados nos cartões de crédito são altos, cerca de 14,5% ao mês, na fatura seguinte a pessoa terá que pagar R$ 458,00, além de multas e demais encargos..

Caso pague novamente o valor de R$ 50,00, no mês seguinte o saldo devedor subirá para R$ 467,16. Desta forma, surge a bola de neve, pois a dívida não pára de aumentar, transformando os consumidores endividados em verdadeiros escravos das administradoras dos cartões de crédito.

Manuela karine de Souza, 32 anos e estudante de psicologia foi fazer recentemente uma viagem e com a facilidade que o cartão oferece, gastou o que não tinha e acabou endividada. Manuela  afirma que está tentando entrar em um acordo com a administradora, por enquanto sem sucesso.


A vendedora, Liciane Costa conta que a melhor maneira que encontrou para acabar com as dívidas dos cartões de crédito foi negociar com o banco e pagar as dívidas à vista e os juros caíram pela metade, essa foi a melhor solução para sair do vermelho.

Mercado de veículos usados recua na região

Em Itajubá, lojas vazias preocupam os revendedores

Adélia Oliveira - Itajubá

A mudança no IPVA elevou os preços dos carros, em especial a categoria dos usados, fazendo com que houvesse um recuo no mercado automotor nos últimos dois meses. Esse aumento se deu a partir da alteração na Lei Estadual 14.937, que exige a quitação de impostos na transferência de veículos.

De acordo com dados do Sincodiv-MG (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais), a queda nas vendas de carros usados em janeiro e fevereiro foi de 27% em relação ao mesmo período de 2011.

Uma das formas que as concessionárias e lojas de todo o estado encontraram para driblar os prejuízos, foi baixar a margem dos lucros, com o objetivo de atrair compradores e aumentar as vendas.

Glauber Aurélio da Silva trabalha no ramo automotivo há mais de 7 anos e atualmente é gerente de uma revendedora em Itajubá. Ele confirma que houve a queda nas vendas e explica os principais motivos: “Nos últimos meses está muito difícil realizar a aprovação de 100% do crédito financiado, além de as taxas do usado serem mais altas que as do veículo zero.”

O vendedor ainda acrescentou que as principais financeiras da região só liberam crédito para veículos com ano igual ou acima de 2003, desvalorizando de forma elevada os preços. Isso acontece, pois quanto mais novo o carro, mais valorizado ele estará para venda. Além disso, caso o cliente deixe de pagar as parcelas, um veículo antigo terá perdido muito valor para que tomá-lo de volta seja um bom negócio para a instituição financiadora.

Com essa queda, além de prejudicar as concessionárias e lojas autorizadas, os funcionários são atingidos, visto que em sua maioria recebem comissão a partir do que vendem no mês.

Marcos Cézar de Oliveira, conta que trabalhou por mais de 05 anos numa concessionária em Itajubá, que atende toda a região, de onde saiu por necessidade de corte entre os funcionários, devido à baixa procura por automóveis no começo de 2012.

Para concluir, Glauber diz que espera que mercado volte a aquecer. “Apesar das taxas ainda serem as mesmas, o automóvel é o segundo sonho de consumo dos brasileiros, só perde para a tão sonhada casa própria, então esperamos que sempre tenha alguém querendo comprar carro”.

Medicamentos de doenças crônicas em alta


Remédios vendidos em farmácias populares serão reajustados
Elen de Souza - Pouso Alegre

O Governo aprovou o aumento no preço dos medicamentos em todo o país e grande parte dos remédios sofrerá reajuste de até 5,85%.  Esta medida será válida também para as farmácias populares, que geralmente oferecem remédios com até 90% de desconto principalmente nos utilizados em tratamentos de doenças crônicas. Os medicamentos chegam às prateleiras com preços alterados a partir de abril e só não sofrerão reajustes os homeopáticos, fitoterápicos e os medicamentos em que a prescrição médica não é obrigatória.


Sebastião Salviano, proprietário de uma farmácia da rede popular relata que ainda não recebeu nenhuma notificação oficial referente às mudanças nos valores e não sabe ainda qual o aumento percentual será destinado aos medicamentos. “Geralmente o reajuste vem embutido nos preços repassados pelas distribuidoras, a partir disto fazemos o cálculo a ser repassados aos clientes”, explica.


São comercializados pelas farmácias populares diversos  tipos de medicamentos, entre analgésicos, antibióticos, anticoncepcionais, remédios para diabéticos, hipertensos, cardíacos , dentre outros. De acordo com Salviano, a procura maior é por remédios utilizados em tratamentos contínuos. Para obter o desconto oferecido ou também adquirir medicamentos gratuitamente basta o consumidor apresentar a receita médica.


A costureira Mariana Bitencourt relata que gasta mensalmente com medicamentos cerca de R$200. Ela é diabética e hipertensa e faz uso regularmente de remédios comprados com mais de 50% na farmácia popular. Além dela, o filho João Victor de cinco anos sobre com bronquite crônica e também toma remédios controlados. “Parece que 5% não é nada, mas isso somado ao fim do mês já irá causar um estrago no orçamento da família”, ressalta.


Para Jésus do Nascimento, motorista, a alternativa será reduzir alguns gastos e o lazer familiar terá que ser colocado em segundo plano. “Infelizmente terei que deixar de sair com minha família nos fins de semana para economizar”, afirma Nascimento. Ele relata ainda que o gasto mensal com medicamento gira em torno de R$350. “Alguns remédios eu até consigo de graça, mas ajudo minha mãe que tem diabete e também é hipertensa, e o remédio que ela toma não tem na farmácia popular” afirma.

domingo, 19 de junho de 2011

No vermelho



Ariana Barbosa

Promissoras, faturas, extratos bancários, boletos são esses os itens mais encontrados nas bolsas e nas carteiras dos trabalhadores. Esse é o quadro em que os brasileiros se encontram a facilidade por financiar tomou conta da cabeça de muitos que acabaram exagerando nos consumos e agora o salário não dá nem para o começo.

O que era para facilitar a vida acabou dificultando e endividado os consumidores. As utilizações dos cartões de crédito, os crediários nos comércios, acabam iludindo as pessoas que pensam que no mês seguinte estarão mais aliviados, mas a realidade acaba não sendo essa.
“São pessoas descontroladas. Passam o carro na frente dos bois. Não tem controle sobre si mesmo e muitas vezes compram o desnecessário e em muitas prestações. O preço dividido praticamente dobra. Eu, por exemplo, procuro sempre comprar a vista e quando eu sei que posso pagar”, afirma dona de casa Maria de Cássia Silva.

O desejo de consumo, aliado à oferta de financiamentos, fez com que o consumidor se perdesse no crédito, o que acaba virando uma bola de neve no fim das contas. Na hora da compra as pessoas não medem as conseqüências e acabam gastando mais do que deveriam, pois já é característica do ser humano essa compulsão desnecessária.

“Tinha prometido a mim mesmo que não faria mais isso, mas mais uma vez minha situação está lamentável, meu cheque especial está estourado e acabo me afundando ainda mais em juros, fora as contas espalhadas pela cidade”. Desabafa Marcelo Nunes, 25, que no momento atual trabalha em dois estabelecimentos para poder amenizar em que se encontra, além do aluguel paga o financiamento de uma moto, fora as despesas a mais.

Já para a auxiliar de enfermagem, Luiza Coutinho, 23, as promoções contribuem para o crescimento desenfreado dos gastos. "Eu acho que as pessoas deveriam pensar bem no salário, na hora da compra as pessoas não somam o que já devem e depois ficam em uma situação difícil e não dão conta de pagar".

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lojistas conseguem mudar o local dos camelôs


Rua Pará de Minas, novo endereço do camelódromo
Adenilson Félix
As barracas da festa de São Benedito e São Sebastião de 2011 em Bueno Brandão foram transferidas do centro para a rua Pará de Minas. A mudança ocorreu devido as reivindicações dos moradores que conviviam como barulho, sujeira e confusões em frente as suas casas e estabelecimentos comerciais.
Segundo o fiscal municipal da prefeitura, António Bezerra Dini, 48, a transferência de local dos camelôs acontece devido à nova sinalização de trânsito que a cidade adotou há pouco tempo e também pelas reclamações de inúmeros moradores insatisfeitos com as barracas próximas de suas casas e comércios.
Para a dona-de-casa Geralda Evangelista de Souza, 56, as tradicionais barracas na sua rua sempre geraram bagunças e lixos espalhados por todo o chão; nunca os camelôs tiveram o respeito as pessoas e sempre urinavam em qualquer lugar.
Já para o cabeleireiro Carlos José Gouveia, 38, os camelôs nunca foram um problema. A festa já faz parte da tradição da cidade, e apenas cinco dias não causam danos aos moradores e comerciantes, “O problema não está com os camelôs em sujarem as ruas, e sim ,com a prefeitura que tem o dever de fornecer banheiros químicos”.
O camelô Pedro Everaldo Lacerda, 46, não gostou no início da ideia da mudança do centro para a entrada da cidade. Mas mudou de opinião após perceber que o local é mais amplo e mais pessoas poderão circular nas barracas. Segundo ele, o lucro acabou sendo maior este ano.